Paulo Silva Junior e Raoni Gruber no Gazeta Entrevista, da TV Record acreana.
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Começa a fase de montagem!
Por Milton Leal, de São Paulo
Faz pouco mais de 3 meses que deixamos o Acre. Esse tempo foi suficiente para que pudéssemos recuperar as energias e dar início ao processo de edição de todo material captado durante nossa saudosa viagem pelos municípios acreanos. Já estamos trabalhando há algumas semanas na sincronização dos vídeos e áudio registrados por nossas câmeras e gravador. Rever tudo o que fizemos está nos ajudando a reviver um pouco da nossa aventura e relembrar personagens e paisagens inesquecíveis que foram cruzando o nosso caminho.
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As queridinhas
Por Bruno Graziano, do Guarujá
Rio Branco é a Paris brasileira. Tem paralelepípedos, postes de luz amarelada, arquitetura antiga, um rio cruzando-lhe sem pudor e ratos, muitos ratos. Não poderiam faltar os ratos. E se White River nao tem vinho e queijo, tem Kaiser e tacacá. Se RB nao tem a nostalgia da Belle Époque, tem o teatro de rua. E se Paris tem suas musas bem vestidas e claras como a nuvem, Rio Branco sai na frente com suas morenas jambo de curvas sazonais silhuetadas pelo último pôr-do-sol brasileiro. Rio Branco quer ser mais São Paulo, mas é São Paulo que tem que querer ser mais Rio Branco. Dizem por lá que há vinte anos a cidade nao era nada, então torço para que em vinte anos não seja tudo – como uma Porto Velho pseudo-desenvolvida – e seu crescimento crítico e desenfreado. Rio Branco está no auge e que siga no auge. Reclamam os Riobranquenses do terminal urbano, do trânsito, da violência, mas talvez nao saibam de que no resto do país o caos é maior, bem maior. Rio Branco é ingênua e safadinha, isso quase ao mesmo tempo. Sua periferia esconde os problemas crônicos de gestões sociais sempre ploblemáticas, mas é de lá que saem os artistas imaculados locais, que não falam inglês, mas defloram o português todos os dias. A Rio Branco do Bar do Géu, do Peruano, do Mercado Velho, das pontes suntuosas, da Gameleira. Ah, a Gameleira… Que um dia nossa incestuosa Augusta assuma a condição de boulevard da boemia, sem carros a noite e com policiais ouvindo os músicos na rua. Rio Branco dos Correios clássicos, da rodoviária multitarefa, dos grafites indígenas, das piriguetes do Flutuante, do namorico de portão, do lero de fim de tarde no banco em frente ao rio. E que o Mc Donalds nunca chegue por lá. Que o Baré continue nocauteando a Coca-cola e que a bicicleta siga como um dos meios de transporte dominantes. Rio Branco dos coletivos de arte, dos poetas de praça, dos repentistas de boteco. Se me perguntarem se, por acaso, tenho o sonho se estrear o documentário num dos festivais bambambans – Cannes, Berlim ou Veneza - direi que, sim, gozaria da selecão, mas que a estréia, a estréia tem que ser em Rio Branco.







































